Era uma sexta-feira à noite, eu estava pondo meus pensamentos em míseros rascunhos, quando o vento sopra forte, sopra com uma fúria que derruba o meu vaso de plantas e o quebra, eu rapidamente fui fechar a janela e me deparo que a lua sempre é tão sozinha, mas eu não me deixo distrair com aquele brilho e aquela cor chamativa da lua, eu volto pra catar os cacos de vidros e toca uma música que relembra o meu passado, um passado sadio, que se eu pudesse fazer uma coisa antes de morrer seria voltar ao meu passado. Me deixo distrair com a música e rapidamente volto ao trabalho e me corto com o caco de vidro, e meu sangue começou a escorrer pelos meus dedos e deixando uma trilha de gotas vermelhas por onde eu passava. Fui lavar meu dedo, lembro do seu sorriso vagarosamente e vou pegar o pano pra limpar a sujeirada toda que fiz. Vou limpando gota por gota, ao chegar a última gota, vejo que ela tem a forma de um coração, partido. Eu olho fixamente e digo: “Meu coração caiu no chão pelo sangue do meu dedo”.